Depois do empate com o Paraná, treinador havia dito, sem ser perguntado, que está vendo a "oposição procurando tumultuar", em referência à anulação da eleição presidencial do clube
Uma declaração espontânea de
Alberto Valentim depois do empate em 1 a 1 com o Paraná, na 27ª rodada do
Campeonato Brasileiro, não pegou bem. Após o término das perguntas em sua
entrevista coletiva, o treinador criticou a oposição do Vasco e pediu união.
Nas redes sociais, a postura não foi bem vista, e, ao GloboEsporte.com, o
técnico se explicou.
Durante longa entrevista
exclusiva, que vai ao ar no Globo Esporte desta terça-feira, antes do clássico
contra o Botafogo, Alberto Valentim foi questionado sobre política. Voltou a
tratar o assunto com cautela, pediu compreensão e união e disse não estar
tentando fugir da responsabilidade pelo atual momento do Vasco - 17ª colocação
e na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
- Antes de falar disso novamente
queria que as pessoas entendessem. Vocês, jornalistas, o torcedor... Porque
aqui dentro as pessoas já sabem o que eu quero dizer. Eu não estou procurando
álibi, desculpas por nossa classificação não estar da forma que eu queria, nós
queríamos. O que quis dizer é que precisamos unir forças. O presidente, que
conheço há pouco tempo, mas sei que está fazendo o máximo para organizar o
Vasco. O máximo para nos dar uma condição de trabalho boa. Todos os meus
pedidos ele tem feito da melhor qualidade. Ele e o Alexandre - iniciou.
Indiretamente, Valentim fala da
anulação da eleição do Vasco em decisão liminar da juíza Gloria Heloiza Lima da
Silva. A determinação da Justiça "engessou" o Cruz-Maltino, já que o
último item do documento diz que todas as decisões do presidente Alexandre Campello
podem ser revistas depois do novo pleito, marcado para 8 de dezembro.
- Quando citei que a oposição vem
com algumas coisas para nos prejudicar, é porque prejudica. Um patrocínio, uma
coisa que já estava fechada, salários que não saem por essas questões. Isso não
ajuda. Quando falei: "a oposição é vascaína?". Então, tem de ajudar
nesse momento. Tem de estar perto do time. O carro chefe aqui dentro é o
futebol. Mas longe de tirar o foco do que estamos fazendo ainda, que é nossa
melhor condição técnica. Mas atrapalha, sem dúvida nenhuma. (...) Reflete o
fato de o presidente não estar conseguindo fazer aquilo que gostaria de fazer -
completou.
Os funcionários do Vasco que
recebem mais de R$ 4 mil estão com dois meses de salários atrasados. De acordo
com o presidente Alexandre Campello, os jogadores chegarão à mesma condição
caso o empréstimo de R$ 31 milhões não saia - já havia sido conseguido, mas foi
desautorizado com a anulação da eleição.

Comentários
Postar um comentário