Destaques, Erik e Maxi López chegaram depois do último clássico, em junho. Cinco jogadores que iniciaram aquele jogo perderam posição; outros quatro se machucaram, e dois mudaram de time
Tropeços no Campeonato Brasileiro
e na Copa Sul-Americana; concorrentes na luta contra o rebaixamento; técnicos
que trocaram de lado; crise financeira e salários atrasados... Botafogo e Vasco
voltam a se reencontrar quatro meses depois com muitas semelhanças. Mas os
times que se enfrentarão às 21h (de Brasília) desta terça-feira, no Nilton
Santos, pela 28ª rodada da Série A, serão bem diferentes do clássico que
terminou com vitória alvinegra por 2 a 1 no dia 2 de junho, em São Januário.
Botafogo: três volantes e fichas em Erik
O reformulado Botafogo desde
aquela partida tem início no comando da equipe: Zé Ricardo, que naquela época
estava no Vasco, assumiu o Alvinegro, que na época era dirigido por Alberto
Valentim. Com proposta milionária do Pyramids, do Egito, o treinador deixou o
clube durante a pausa da Copa do Mundo e foi substituído por Marcos Paquetá,
antes da chegada de Zé.
Vencedor do último duelo há
quatro meses, o Botafogo tem a maioria de suas mudanças forçadas: Jefferson,
Jean, Leo Valencia, titulares em São Januário, estão machucados e desfalcam o
Alvinegro no reencontro das equipes. Assim como o volante Marcelo, que entrou
durante aquela partida, vai precisar operar o joelho e não joga mais na
temporada.
No dia 2 de junho, o então
comandante alvinegro Valentim escalou o Botafogo com: Jefferson (Gatito já
estava fora de combate pela lesão no punho direito); Marcinho, Carli, Igor
Rabello e Moisés; Jean, Lindoso, Marcos Vinícius e Leo Valencia; Aguirre e
Kieza.
Desta escalação, a tendência é
que sejam mantidos nesta terça-feira a linha de defesa titular, além de Lindodo
e Kieza. Aguirre perdeu a posição, enquanto Marcos Vinícius, que se machucou
naquele jogo e ficou mais de três meses em tratamento, não recuperou seu
espaço.
O Botafogo deve manter a trinca
de volantes, que não era usada na época, e ir a campo com: Saulo; Marcinho,
Carli, Igor Rabello e Moisés; Matheus Fernandes, Lindoso e Gustavo Bochecha;
Luiz Fernando, Kieza e Erik, último reforço a chegar que em sete jogos fez um
gol, deu três assistências e rapidamente virou o principal jogador do time.
Vasco: dupla de meias e aposta em Maxi
Quatro meses foram suficientes
para que o Vasco estivesse completamente diferente dentro de campo depois
daquela derrota em São Januário. As mudanças começam pelo banco de reservas: Zé
Ricardo, naquela noite em São Januário, pediu demissão e abriu espaço para
Jorginho. Agora, porém, quem comanda o time é Alberto Valentim, após mais uma
troca.
No time titular o cenário é ainda
mais impactante. Dos 11 que começaram o clássico em campo, sete não ocupam o
mesmo posto atualmente – Erazo e Wagner, por exemplo, já até deixaram o Vasco e
hoje estão, respectivamente, no Barcelona de Guayaquil (Equador) e no Al-Khor
(Catar). Riascos, utilizado durante aquele jogo, também já saiu e está no
Dalian Yifang (China).
Maxi participou de 77% dos gols
desde que chegou ao Vasco — Foto: André Durão
No dia 2 de junho, o então
comandante cruz-maltino Zé Ricardo escalou o Vasco com: Fernando Miguel (Martín
Silva estava com a seleção uruguaia); Luiz Gustavo, Erazo, Ricardo e Fabrício;
Desábato, Andrey e Giovanni Augusto; Pikachu, Andrés Ríos e Wagner.
Destes, só Fernando Miguel
(Martín estará com a seleção uruguaia de novo), Luiz Gustavo (como zagueiro),
Giovanni Augusto, Pikachu e Ríos devem ser titulares no Nilton Santos. Ricardo,
Fabrício e Andrey têm sido reservas, enquanto Desábato está no departamento
médico, com lesão no pé direito.
Agora com dois meias, o Vasco
deve entrar em campo com: Fernando Miguel; Rafael Galhardo, Luiz Gustavo,
Henríquez e Ramon; Willian Maranhão, Thiago Galhardo (Andrey) e Giovanni
Augusto; Pikachu, Andrés Ríos e Maxi López, argentino recém-chegado que em 10
jogos teve participação direta em sete dos nove gols do time desde então.


Comentários
Postar um comentário